Condenado a quase 126 anos de prisão e apontado como chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), um homem está foragido desde 2020 após romper tornozeleira eletrônica. A soltura foi autorizada por um desembargador que recebeu aposentadoria compulsória em 2026 por decisão sem comprovação médica.
Em agosto de 2000, o condenado participou do sequestro de um avião da Vasp, roubando cerca de R$ 5,5 milhões. Ele também foi condenado a 59 anos por tráfico internacional de drogas, totalizando quase 126 anos de prisão.
A soltura em 2020 ocorreu por decisão do desembargador Divoncir Schreiner Maran, que concedeu prisão domiciliar alegando problemas de saúde sem laudo médico. Pouco depois, o condenado rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu.
Em fevereiro de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu o desembargador com aposentadoria compulsória após processo administrativo. O CNJ apontou irregularidades na decisão e movimentações financeiras incompatíveis com a renda do magistrado.
A defesa do desembargador negou irregularidades e aguarda acesso à investigação para apresentar defesa.


