Pesquisadores da Universidade de Xiamen, na China, descobriram que a queda da proteína Menin no hipotálamo está ligada ao envelhecimento em camundongos. A restauração da proteína reverteu prejuízos cognitivos e físicos, enquanto a suplementação com D-serina melhorou a memória.
O estudo publicado na revista PLOS Biology revelou que a redução da proteína Menin no hipotálamo ventromedial dos camundongos provoca inflamação cerebral, perda de memória, afinamento da pele e menor densidade óssea. Animais jovens com níveis baixos da proteína apresentaram sinais precoces de envelhecimento.
Ao introduzir o gene da Menin diretamente no hipotálamo de camundongos idosos, os pesquisadores observaram melhora significativa em aprendizado, equilíbrio, espessura da pele e densidade óssea após 30 dias. A restauração da proteína também elevou os níveis do aminoácido D-serina, importante para a cognição.
A suplementação isolada com D-serina melhorou o desempenho cognitivo dos animais, mas não reverteu sinais físicos do envelhecimento, indicando que a Menin atua por múltiplas vias biológicas. Os autores ressaltam que os resultados ainda são preliminares e foram obtidos em camundongos, sem confirmação em humanos.


