O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer até 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo consumo das famílias e mercado de trabalho aquecido, segundo projeções do mercado.
O consumo das famílias tem sido o principal motor do crescimento no início de 2026, sustentado por baixa taxa de desemprego, ganhos reais de renda e estímulos fiscais, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000. Segundo o economista Rodolfo Margato, da XP, o consumo deve avançar 0,8% no trimestre.
Apesar do crescimento, o alto endividamento e a inadimplência limitam o potencial de expansão do consumo, alerta Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners. Além disso, os investimentos produtivos apresentam recuperação pontual de 2,2% no trimestre, mas a perspectiva anual é baixa, com avanço estimado de 0,7%, devido a juros reais próximos a 9% que encarecem o crédito, segundo Margato.
O setor de serviços, que representa 60% do consumo das famílias, deve crescer apenas 0,3%, indicando perda de tração, conforme projeção da G5 Partners. O agronegócio deve expandir 3,9%, ritmo inferior ao do ano passado, segundo a mesma consultoria.
O cenário setorial é misto, com a indústria extrativa beneficiada pela alta do petróleo, enquanto a política monetária restritiva e o custo elevado do capital limitam investimentos em infraestrutura e construção civil, segundo especialistas consultados.


