O Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) completa quase um ano de funcionamento, apresentando um novo padrão de assistência pública no Brasil. Com um investimento superior a R$ 255 milhões em obra e equipamentos, a unidade especializada em oncologia infantojuvenil já soma mais de 60 mil atendimentos desde junho de 2025, transformando o cenário da saúde para crianças e adolescentes que lutam contra o câncer no Estado.
Rasível Santos, titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES), enfatiza que o Cora é uma política de Estado que prioriza a dignidade e a eficiência técnica.
““A unidade de saúde nasceu para acabar com o sofrimento das famílias que precisavam sair de Goiás em busca de cura”.”
Ele acrescenta:
““Hoje, oferecemos tecnologia de inteligência artificial e uma equipe multiprofissional de excelência, garantindo que o paciente receba o tratamento, no tempo certo, com a estrutura de um hospital que é referência”.”
Para pacientes como Yasmin Stephani, de 16 anos, o ambiente lúdico transforma a rotina hospitalar.
““Os profissionais são incríveis, levam tudo na brincadeira e isso ajuda muito. A gente sente até alegria de vir para cá”,”
conta a jovem, acompanhada da mãe, Wniglei Dias.
O atendimento humanizado é um dos maiores diferenciais do complexo, além da estrutura hospitalar. Elivânia dos Passos, moradora de Anápolis, relata a experiência de tratar sua filha Laura, de 13 anos, em São Paulo antes da transferência para a unidade goiana.
““Facilita bastante estar mais próximo de casa e da família. Eu e ela passávamos sozinhas lá em São Paulo. Fui pega de surpresa com a velocidade da transferência, em menos de 20 dias já estávamos aqui”.”
Ela se sente segura, pois os médicos que deram o diagnóstico da filha também atendem no Cora.
A percepção de acolhimento é compartilhada por Iara Pereira da Silva, moradora de Aparecida de Goiânia, cuja filha Hannah, de 4 anos, trata um cordoma.
““Saber que temos essa estrutura traz paz ao nosso coração. Como mãe, você já sai de casa atordoada pela situação, mas chegar ao Cora e saber que seu filho terá um tratamento excelente conforta a gente”,”
destaca Iara.
O Cora tem foco em casos de média e alta complexidade, como leucemias e tumores do sistema nervoso central. A unidade dispõe de 60 leitos pediátricos, UTIs especializadas e centro cirúrgico com ressonância magnética intraoperatória, permitindo cirurgias de altíssima precisão. Além da quimioterapia e cirurgias, o hospital investe na reabilitação. O pequeno Gael Rodrigues, de 9 anos, que trata um sarcoma na perna há oito meses, é um dos beneficiados pela fisioterapia constante.
““A gente se sente bem acolhida aqui. Meu filho passa por psicólogos, faz fisioterapia três vezes por semana e somos sempre muito bem recebidos”,”
explica a mãe de Gael, Ângela Cardoso.
Gerido pela Fundação Pio XII (Hospital de Amor), o Cora integra a rede de regionalização da saúde do Governo de Goiás. Além dos atendimentos em Goiânia, o complexo atua “extramuros” com unidades móveis de rastreamento de câncer de mama e pele, levando o diagnóstico preventivo a todos os municípios goianos. A unidade tem capacidade para acolher 300 novos casos anualmente e realizar centenas de quimioterapias e cirurgias eletivas por mês.
““O complexo é uma demonstração do compromisso do Estado em oferecer uma saúde pública justa, tecnológica e, sobretudo, humana”,”
avalia o diretor do Cora, Rafael Leandro de Mendonça.

