A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) criticaram nesta quarta-feira (27) a aprovação do parecer da comissão especial da Câmara que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
Em nota, a Fiemg classificou como ‘grave’ a condução acelerada da proposta e defendeu que o debate seja retomado no Senado após as eleições. A entidade afirmou que a tramitação ocorreu sem aprofundamento técnico adequado e sem diálogo com o setor produtivo.
A Abrasel, por sua vez, afirmou que o texto impõe exigências inviáveis para empresas privadas. O presidente da entidade, Paulo Solmucci, disse que ‘o que o mundo discute é jornada, não escala’ e que a mudança em 60 dias é ‘uma experiência sem precedente e com custo altíssimo’. A associação também criticou a disparidade entre contratos públicos e privados.
O texto-base do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) foi aprovado por 34 votos a 4. A proposta estabelece uma transição de 14 meses para a redução de 44 para 40 horas semanais, com a primeira queda para 42 horas em 60 dias. A expectativa é de votação no plenário ainda nesta quarta.


