A fabricante de brinquedos Estrela protocolou pedido de recuperação judicial na quarta-feira (20) em Três Pontas (MG) para reorganizar suas finanças diante do aumento dos custos, dificuldades de crédito e mudanças no mercado infantil.
A Estrela, tradicional fabricante de brinquedos, entrou com pedido de recuperação judicial na última quarta-feira (20) na Comarca de Três Pontas, Minas Gerais. A medida envolve outras sete empresas do grupo e visa reorganizar as finanças diante do aumento dos custos operacionais, da dificuldade de acesso a crédito e das mudanças no mercado de entretenimento infantil.
A empresa afirmou que continuará funcionando normalmente, mantendo suas atividades industriais, vendas e atendimento aos fornecedores. A recuperação judicial permite que companhias endividadas negociem prazos e condições de pagamento com credores enquanto seguem operando, diferentemente da falência, que encerra as atividades e pode levar à venda de bens para quitar dívidas.
Na petição à Justiça, a Estrela atribuiu a crise financeira ao aumento do custo do capital, restrições no mercado de crédito e à concorrência dos produtos digitais, que alteraram os hábitos de consumo das crianças e adolescentes. Em dezembro, a empresa renegociou R$ 747,8 milhões em dívidas fiscais com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, reduzindo o valor para R$ 72,4 milhões, com pagamento parcelado em até dez anos.
Com o pedido de recuperação judicial, a Estrela pretende reorganizar seus compromissos financeiros e manter a operação ativa no mercado brasileiro de brinquedos.


