Um artigo publicado em 2026 na Sports Medicine and Health Science explica por que a população mundial permanece sedentária, mesmo com ampla divulgação dos benefícios do exercício. O estudo aponta que fatores comportamentais, como a busca por recompensas imediatas e experiências negativas durante a prática, dificultam a adesão.
A população mundial está mais inativa do que nunca, apesar da percepção de que todos se exercitam, segundo pesquisas recentes. Quase metade das pessoas que pretendem se exercitar não consegue transformar essa intenção em ação, revela o estudo publicado na Sports Medicine and Health Science em 2026.
O artigo destaca que o cérebro humano favorece recompensas imediatas, o que dificulta a escolha pelo exercício, cujos benefícios são percebidos no futuro. Esse fenômeno, chamado desconto hiperbólico, explica a preferência por atividades prazerosas no presente, como assistir séries ou usar redes sociais.
Além disso, experiências positivas durante o exercício aumentam as chances de continuidade, enquanto sensações de desconforto, vergonha ou inadequação geram rejeição. Sentimentos de autonomia, competência e pertencimento são fundamentais para manter a motivação ao longo do tempo, segundo o autor Fábio Dominski.
O estudo também ressalta que mudanças sociais, como urbanização e uso intensivo de tecnologias, contribuíram para um cotidiano mais sedentário. Atividades físicas de intensidade leve a moderada, realizadas em ambientes agradáveis e com autonomia, favorecem a aderência.


