Um homem de 44 anos, ex-detento condenado por tráfico de drogas, cursa o 8º período de Medicina na Universidade Federal do Norte do Tocantins, campus Araguaína. Ele concluiu o ensino médio durante a prisão e foi aprovado em concurso público para médico.
Preso aos 18 anos e condenado a seis anos por tráfico de drogas, o estudante cumpriu quatro anos em regime fechado e dois em condicional. Durante a prisão, decidiu estudar e concluiu o ensino médio, além de fazer curso de enfermagem.
Após a soltura, passou em nove concursos públicos, trabalhou até 2016 e se aposentou por invalidez. Atualmente, enfrenta preconceitos na universidade por seu passado, mas segue focado na formação médica.
Especialistas em Psicologia Social afirmam que o sistema prisional estigmatiza os egressos, mas destacam a importância da ressocialização e do apoio jurídico e social previsto na Lei de Execuções Penais.
O estudante aguarda a formatura para assumir um cargo de médico em Minas Gerais, onde sua família reside.


