O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (8) que o Partido dos Trabalhadores foi contra a abertura da CPI do Banco Master, alegando que deputados do PT não assinaram o pedido de investigação no Congresso.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que o PT tentou impedir a instalação da CPI do Banco Master, apesar da pressão interna para investigar o caso. Ele relacionou o episódio a políticos do PT, mencionando que a família do líder do partido na Bahia, Jaques Wagner, recebeu R$ 11 milhões em empresa ligada ao caso.
O senador também citou que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega recebia R$ 1 milhão por mês do Banco Master para fazer lobby dentro do governo, e que o ex-ministro da Justiça Lewandowski recebeu R$ 5 milhões relacionados ao caso. Flávio Bolsonaro questionou ainda uma reunião fora da agenda oficial do presidente Lula com o dono do banco, acompanhada por ministros como Rui Costa, ex-governador da Bahia.
Na quinta-feira (7), o PT intensificou a pressão para a instalação da CPI, após críticas internas sobre a condução do partido. O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de uma CPI na Câmara. O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, assinou o requerimento apresentado por deputadas que reúne 181 deputados e 35 senadores.
Flávio Bolsonaro concluiu que o PT tentou travar a investigação, mas não conseguiu, e criticou a postura do partido ao tentar se mostrar como defensor da CPI.


