Garimpo ilegal ameaça a Floresta das Árvores Gigantes, entre Pará e Amapá, a 1,5 km de distância. Fiscais do Ibama encontraram acampamentos, mercúrio e máquinas em área de proteção ambiental restritiva.
Uma operação do Ibama no Vale do Rio Jari, na Amazônia, revelou a presença de garimpo ilegal próximo à Floresta das Árvores Gigantes, conhecida por abrigar exemplares de angelim-vermelho com até 88,5 metros, a maior árvore do Brasil. A fiscalização encontrou acampamentos, mercúrio ilegal e escavadeiras em uma área de proteção ambiental considerada uma das mais restritivas do país.
Durante a ação, um avião ligado ao garimpo decolou de uma pista clandestina e quase colidiu com um helicóptero do Ibama. Os garimpeiros fugiram, deixando para trás uma vila improvisada que foi destruída para impedir a retomada das atividades ilegais.
Especialistas alertam que o garimpo pode avançar ainda mais se sinais de ouro forem detectados na direção das árvores gigantes, que desempenham papel crucial no equilíbrio climático ao liberar vapor de água para a atmosfera. O Ibama aponta que o crime organizado financia a mineração ilegal devido ao alto lucro e à valorização do ouro no mercado internacional.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe a destruição de equipamentos usados em crimes ambientais, medida criticada pelo Ibama por enfraquecer o combate ao garimpo. Ambientalistas e autoridades alertam para o risco crescente à preservação da floresta e suas espécies monumentais.


