O governo federal anunciou nesta sexta-feira (22) bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026 para ajustar o aumento das despesas obrigatórias, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento.
O bloqueio foi necessário para compensar o crescimento nas projeções de gastos obrigatórios, especialmente no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e nos benefícios previdenciários, que juntos impactam cerca de R$ 25 bilhões nas despesas. Parte desse aumento foi compensada por redução de R$ 3,8 bilhões em despesas de pessoal.
Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, não haverá contingenciamento porque a receita projetada é suficiente para cumprir a meta de resultado primário. O preço do petróleo Brent foi estimado em US$ 91 por barril, considerando os efeitos da guerra, o que pode influenciar receitas como venda de óleo e royalties.
O bloqueio total no Orçamento de 2026 chega a R$ 23,7 bilhões, incluindo R$ 1,6 bilhão anunciado no relatório do 1º bimestre. O detalhamento dos órgãos afetados será divulgado no decreto de programação orçamentária e financeira previsto para a próxima semana, com distribuição proporcional para evitar impacto excessivo em um único ministério.


