O governo de Minas Gerais fechou no domingo (25) o Hospital Colônia de Barbacena, referência nacional em violações contra pacientes psiquiátricos. A desativação ocorreu após a transferência dos 14 pacientes remanescentes para nova unidade.
Fundado em 1903, o Hospital Colônia de Barbacena ficou conhecido pelas condições degradantes e pela alta mortalidade de internos, estimada em pelo menos 60.000 pessoas, segundo o livro-reportagem “Holocausto Brasileiro”, da jornalista Daniela Arbex.
A obra relata que o hospital abrigou não apenas pessoas com transtornos mentais, mas também indivíduos internados por razões sociais, familiares ou políticas, incluindo mulheres consideradas indesejadas, pessoas em situação de pobreza, dependentes químicos e homossexuais.
O fechamento definitivo do hospital ocorre no contexto da substituição do modelo manicomial por serviços de saúde mental comunitários. Em Barbacena, a memória do hospital é preservada pelo Museu da Loucura, instalado no antigo complexo.


