Um hospital que trata pacientes com Ebola no leste do Congo foi invadido na noite de domingo (24), forçando a evacuação dos pacientes enquanto tiros eram disparados. Dezoito pessoas com suspeita de infecção desapareceram após o ataque.
O Hospital Geral de Mongbwalu, na província de Ituri, foi alvo de um ataque na noite de domingo (24). Jovens armados invadiram a unidade, exigindo a entrega de dois corpos de parentes, segundo o diretor médico, Dr. Richard Lokudu. A equipe médica precisou evacuar os pacientes às pressas enquanto tiros eram disparados na região.
Na véspera, moradores da mesma cidade incendiaram uma tenda da organização Médicos Sem Fronteiras destinada ao tratamento de casos suspeitos e confirmados de Ebola. Durante esse ataque, 18 pessoas com suspeita de infecção deixaram as instalações e permanecem desaparecidas.
O Ministério das Comunicações da República Congolesa informou que há 904 casos suspeitos e 119 mortes suspeitas por Ebola, principalmente na província de Ituri. A cepa identificada é a rara Bundibugyo, para a qual não existe vacina disponível, e que circulou semanas sem ser detectada.
A Organização Mundial da Saúde elevou o nível de risco do surto no Congo para “muito alto”, embora mantenha o risco de disseminação global baixo. Três voluntários da Cruz Vermelha morreram após contrair o vírus durante operações em março, indicando que o surto pode ter começado antes da primeira morte oficial registrada.


