O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou nesta quinta-feira (28) que não possui elementos suficientes para calcular os prejuízos de aposentados e pensionistas vítimas de fraudes do Banco Master em contratos de empréstimos consignados. O órgão também afirmou que não buscará a habilitação de créditos em nome dos beneficiários na liquidação do banco, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Segundo documento do INSS elaborado no dia 18 de maio, o órgão não tem competência legal para representar os aposentados e pensionistas lesados nem para cobrar valores em nome deles. A recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que o INSS habilitasse os créditos das vítimas e priorizasse os pagamentos não será atendida nos termos propostos.
O MPF investiga um esquema de fraudes massivas no crédito consignado operado pelo Banco Master, que envolveu descontos indevidos e contratos suspeitos, especialmente no produto Credcesta, cartão de crédito consignado com benefícios adicionais. O INSS identificou cerca de 250 mil contratos com indícios de irregularidades.
O acordo de cooperação técnica entre o INSS e o Banco Master vigorou entre setembro de 2020 e setembro de 2025, incluindo beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Após a descoberta das fraudes, o INSS não renovou o acordo, reteve os valores descontados e interrompeu novos descontos.
O INSS afirmou que manterá providências administrativas e cooperação com o MPF, a Justiça e o Banco Central para lidar com o caso.


