O Ministério das Relações Exteriores exonerou na sexta-feira (22) uma oficial aprovada em concurso para oficial de chancelaria, após reprovação na banca de heteroidentificação que avaliou sua autodeclaração racial. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
A oficial realizou a prova em dezembro de 2023 e teve a candidatura negada pela banca em março de 2024, junto com cerca de 15 outros candidatos. Ela recorreu administrativamente e judicialmente, e a Justiça Federal determinou que estava apta para seguir no processo.
Contudo, a Advocacia Geral da União apresentou recurso contra a decisão judicial, alegando que a determinação não garantia o direito à posse até o julgamento do mérito. A oficial afirmou estudar há mais de 10 anos para o concurso e firmou contrato de aluguel em Brasília para assumir o cargo.
O Itamaraty e o sindicato dos servidores foram procurados para comentar o caso, mas não se manifestaram até o momento.


