O JPMorgan afirmou nesta sexta-feira (22) que a Vale é sólida demais para ser negociada com um desconto tão grande no mercado. O banco elevou o preço-alvo da mineradora de R$ 99 para R$ 104 e manteve a recomendação overweight, destacando múltiplos atrativos e rendimentos superiores aos concorrentes.
Segundo o JPMorgan, a Vale negocia a múltiplos EV/EBITDA de 4,9 vezes, abaixo da média de 6,9 vezes dos concorrentes globais. A mineradora também oferece os maiores rendimentos de fluxo de caixa livre (FCF) e dividendos, com 7,0% e 6,2%, respectivamente, no cenário spot atual, superando as médias de 4,4% e 4,1% dos pares.
O banco revisou suas estimativas considerando os resultados do primeiro trimestre de 2026, preços das commodities e taxas de câmbio. A expectativa é de um EBITDA de US$ 17,268 bilhões para a Vale em 2026, assumindo preço do minério de ferro de US$ 99 por tonelada.
Os analistas ressaltam que, apesar da pressão nos custos de frete e câmbio, a Vale mantém ativos de classe mundial, vantagens estruturais de custo e um balanço patrimonial saudável, com relação dívida líquida/EBITDA de 1 vez. O JPMorgan acredita que o desconto atual não reflete o histórico de execução e o portfólio da empresa, que deve se valorizar conforme os resultados forem apresentados.


