O JPMorgan elevou o preço-alvo das ações da B3 para R$ 19 ao fim de 2026, após incorporar resultados do 1º trimestre, números de abril e recompra de ações. Apesar da revisão positiva, o banco manteve recomendação neutra, citando ambiente desafiador para volumes negociados.
O banco reduziu em 1% a projeção de lucro ajustado para 2026, para R$ 6,591 bilhões, e também cortou em 1% a estimativa para 2027, para R$ 6,988 bilhões. As ações em tesouraria da B3 caíram para 36 milhões após recompra e cancelamento, ante 232 milhões no quarto trimestre de 2025.
Segundo o JPMorgan, a B3 se beneficia por ser a única bolsa integrada e diversificada do Brasil, com barreiras elevadas e forte geração de caixa. No entanto, o ambiente de juros elevados pressiona os volumes negociados. O banco afirma que uma eventual queda da Selic poderia favorecer empresas alavancadas, o setor de pagamentos e a própria B3, mas ressalta que a concorrência é um risco relevante nos segmentos de ações, derivativos e balcão (OTC).

