A Justiça do Rio de Janeiro homologou na madrugada de 15 de maio o pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo, que enfrenta R$ 2,5 bilhões em passivos totais. A dívida incluída no processo é de R$ 1,28 bilhão. A medida suspende cobranças e bloqueios enquanto o clube prepara plano de pagamento em até 60 dias.
A homologação da recuperação judicial pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, da 2ª Vara Empresarial do Rio, permite que o Botafogo suspenda temporariamente penhoras, bloqueios de receitas e ações judiciais que poderiam comprometer o funcionamento da SAF no curto prazo. O clube passa a operar sob supervisão judicial enquanto negocia a reestruturação das dívidas.
O Botafogo deve apresentar um plano oficial de pagamento aos credores em até 60 dias, com prazos, descontos e condições para reorganizar o passivo acumulado. A medida também pode suspender os três transfer bans aplicados pela Fifa, possibilitando o registro de novos jogadores, o que é considerado estratégico para o planejamento esportivo.
Em nota oficial, a SAF acusou a Eagle Football, antiga controladora da SAF, de retirar mais de R$ 900 milhões sem recompor capital, agravando a crise financeira. O clube busca garantir estabilidade para proteger empregos, contratos esportivos e acordos comerciais durante o processo de recuperação.
A recuperação judicial oferece um alívio momentâneo, mas o Botafogo ainda precisa convencer credores e a Justiça da viabilidade de um plano sustentável para os próximos anos.


