A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) avaliam rejeitar a nova proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro. A decisão se baseia na falta de provas suficientes para corroborar os relatos e na insuficiência dos fatos narrados.
A defesa do ex-banqueiro entregou uma segunda versão do acordo no início da semana passada, mas os órgãos de investigação consideram remota a aceitação. A PF já havia rejeitado a primeira proposta de colaboração e pretende negar formalmente a nova versão. Segundo informações, a avaliação interna da PF indica que o ex-banqueiro não apresentou elementos concretos para confirmar as informações fornecidas.
A PGR aguarda que a defesa apresente documentos que comprovem os relatos. A obtenção desses registros enfrenta dificuldades, pois, desde a liquidação decretada pelo Banco Central em novembro do ano passado, um liquidante administra o acesso aos dados da instituição. Além disso, as autoridades analisam se a colaboração traz informações inéditas e relevantes para novas investigações.
Os prejuízos causados pela quebra da instituição financeira já ultrapassam R$ 57 bilhões. As negociações enfrentaram dificuldades, o que levou à troca de advogados na equipe jurídica do ex-banqueiro. Atualmente, o criminalista Sérgio Leonardo conduz as tratativas com a PF e a PGR.


