A Justiça italiana determinou nesta sexta-feira (22) a libertação da ex-deputada, que estava presa em Roma desde julho do ano passado. A decisão reverteu pedido de extradição e foi considerada uma vitória pela defesa, que denunciou influência brasileira nas instâncias inferiores do processo.
O advogado da ex-deputada afirmou que a soltura, anunciada em horário incomum, demonstra que ela estava presa injustamente. Segundo ele, a defesa enfrentou dificuldades nas fases iniciais, quando argumentos foram tratados como opiniões políticas e rejeitados.
Ele também criticou a interferência de autoridades brasileiras na Corte de Apelação italiana, que inicialmente aceitou o pedido de extradição por unanimidade. A decisão final da Suprema Corte italiana, que concedeu a libertação, reafirma a independência do Judiciário local, segundo o advogado.
O advogado prevê que as autoridades brasileiras tentarão responsabilizar a ex-deputada por outros meios, mas avalia que o governo italiano dificilmente reverterá a decisão. Representantes do Ministério da Justiça da Itália acompanharam as audiências e não apoiaram a extradição.


