Um novo laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, divulgado nesta semana, concluiu que a influenciadora Bárbara Jankavski, conhecida como Barbie Humana, morreu em novembro de 2025 por intoxicação causada pelo consumo simultâneo de cocaína e álcool. A perícia descartou asfixia, estrangulamento ou violência física.
O exame complementar realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) após a exumação do corpo da influenciadora, feita em 3 de fevereiro no Cemitério da Vila Formosa, confirmou a causa da morte como intoxicação por “cocaetileno” — substância produzida pelo organismo quando há uso simultâneo de cocaína e álcool. Segundo os peritos, o “cocaetileno” é mais tóxico ao coração e sistema nervoso, podendo causar arritmias, parada cardíaca e morte súbita.
A exumação teve como foco a região cervical para verificar suspeita de asfixia mecânica, mas não foram encontradas evidências compatíveis com estrangulamento ou violência física, mesmo com o corpo em estado avançado de decomposição. O laudo reforça a conclusão do primeiro exame, que indicava morte acidental por consumo de droga.
O caso, inicialmente investigado pelo 7º Distrito Policial da Lapa, foi transferido para o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em dezembro de 2025, após decisão judicial. A delegacia já havia apontado que não houve assassinato. O DHPP deve elaborar o relatório final da investigação para o Ministério Público, que decidirá sobre o arquivamento ou encaminhamento à Justiça.
Bárbara Jankavski, de 31 anos, foi encontrada morta em 2 de novembro de 2025 na casa do defensor público Renato de Vitto, na Zona Oeste de São Paulo. Ela era conhecida nas redes sociais como Barbie Humana e Boneca Desumana, tendo investido mais de R$ 300 mil em 27 cirurgias plásticas para se parecer com a boneca Barbie.


