Mais de 200 empresas brasileiras transferiram parte de suas operações para o Paraguai, impulsionadas por custos menores e benefícios fiscais previstos na Lei de Maquila. Segundo dados recentes, a carga tributária no Paraguai pode ser até quatro vezes menor que a brasileira, resultando em redução de despesas operacionais de até 40%.
O regime de maquila paraguaio permite a produção voltada à exportação com suspensão de impostos sobre insumos importados, além de encargos trabalhistas mais baixos. Enquanto no Brasil a soma de tributos e obrigações regulatórias eleva os custos, no Paraguai o modelo simplificado oferece maior previsibilidade financeira, segundo especialistas.
A migração afeta setores como têxtil, calçados, autopeças e manufatura, e intensifica a pressão competitiva sobre indústrias que permanecem no Brasil. Muitas empresas adotam um modelo híbrido, mantendo parte da produção no país e transferindo etapas específicas para o Paraguai, equilibrando logística e acesso a mercados.
Especialistas destacam que a decisão não é uniforme, mas reflete a busca por eficiência operacional diante da alta carga tributária no Brasil.


