A ONG Justiça e Processo denunciou que 51 presos políticos na Venezuela estão em estado crítico de saúde e correm risco de morte. A defensora de direitos humanos Theresly Malavé, diretora da entidade, entregou ao Ministério Público um pedido de revisão dos casos nesta quarta-feira (27).
Segundo a ONG, pelo menos 631 pessoas estão detidas por razões políticas no país. Malavé afirmou que a organização preparou documentação médica detalhada dos presos e que a falta de providências rápidas pode resultar em mortes. Ela também criticou declarações de integrantes do governo sobre supostas liberações em massa, classificando-as como enganosas diante da ausência de resultados concretos.
A diretora relatou que promessas anteriores, feitas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e pela presidente interina Delcy Rodríguez, geraram tensão entre familiares e detentos, provocando protestos e greves de fome. Enquanto isso, a ONG Foro Penal informou que 39 presos foram libertados nos últimos dias, após Rodríguez anunciar que cerca de 300 detidos receberiam ordens de soltura.
O cenário de repressão persiste na Venezuela mesmo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro de 2026. A então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente e conta com respaldo dos Estados Unidos, mas as violações de direitos humanos continuam sendo denunciadas por entidades internacionais.


