Mark Zuckerberg afirmou nesta quarta-feira (27) que a Meta considera alugar sua capacidade ociosa de inteligência artificial para outras empresas, seguindo modelo de grandes provedores de nuvem. A empresa também testa assinaturas pagas para recursos de IA.
Durante a reunião anual de acionistas da Meta, Mark Zuckerberg confirmou que a empresa avalia competir com Amazon e Microsoft no mercado de computação em nuvem, oferecendo sua capacidade excedente de IA para terceiros. “É definitivamente uma possibilidade”, disse ele.
Zuckerberg explicou que a Meta ainda não iniciou essa operação porque ainda utiliza internamente essa capacidade, mas que o aluguel dos recursos é uma opção caso a empresa perceba que há excesso de infraestrutura. Após o anúncio, as ações da Meta subiram 4% no dia 27 de maio.
Além disso, a Meta revelou que está testando assinaturas pagas para recursos de inteligência artificial, com planos mensais de US$ 7,99 e US$ 19,99 em países como Singapura, Guatemala e Bolívia. Essa é a primeira vez que a empresa cobra por funcionalidades de IA.
O investimento previsto em capital para 2026 está entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões, com US$ 107 bilhões já comprometidos em contratos neste trimestre, o que reforça a estratégia de monetizar a capacidade ociosa para justificar os gastos elevados.


