No terceiro dia do julgamento de um ex-vereador e da mãe de um menino de 4 anos morto em 2021, uma médica pediatra afirmou nesta quarta-feira (27) que a criança chegou sem vida ao hospital. A sessão ocorre no Rio de Janeiro.
A médica, responsável pelo primeiro atendimento, disse que a equipe realizou manobras de ressuscitação por cerca de 50 minutos, incluindo massagem cardíaca, aplicação de adrenalina e intubação, mas sem sucesso. Segundo ela, a criança já não apresentava batimentos cardíacos, por isso não houve uso de desfibrilador. A pediatra também afirmou que a massagem cardíaca não poderia ter causado hemorragia interna.
Durante o depoimento, a médica relatou que o menino apresentava ferimentos no tórax, abdômen, punhos e coxas, compatíveis com as imagens de elevador do condomínio. A mãe da criança aparentava estar em choque, enquanto o ex-vereador a consolava.
No segundo dia do julgamento, encerrado na madrugada de terça-feira (26), o delegado Henrique Damasceno, titular da investigação na época do crime, classificou as primeiras versões dos réus como uma ‘farsa ensaiada’. Ele detalhou que as 23 lesões encontradas no corpo da criança eram incompatíveis com a hipótese de acidente doméstico e citou mensagens recuperadas do celular da babá que alertavam sobre agressões anteriores.
O julgamento será retomado na manhã desta quinta-feira (28), com previsão de depoimento de um psiquiatra. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados e presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, decidirá o destino dos réus. A promotoria estima que o julgamento se estenda por sete a dez dias.


