O Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em fazenda no interior de São Paulo no dia 20 de maio. Entre eles, havia um adolescente de 17 anos, todos sem carteira assinada e submetidos a condições degradantes.
Os trabalhadores foram recrutados com a promessa de contrato formal e alojamento adequado, mas enfrentaram jornada de segunda a domingo, sem descanso, corte manual de cana expostos ao sol e à chuva, e falta de equipamentos de proteção individual, segundo o ministério.
A fiscalização constatou ausência de banheiros e local para refeições, obrigando os trabalhadores a se alimentarem no chão ou na plantação. O transporte até o trabalho era feito em ônibus sem autorização e em condições inseguras.
O grupo vivia em casas alugadas em município vizinho, com colchões velhos, fogões nos quartos e sem roupa de cama, cobertores ou armários. A inspeção determinou a paralisação imediata das atividades e a dispensa dos trabalhadores por culpa do empregador.
Os resgatados foram levados a um hotel e estão retornando às cidades de origem com despesas pagas pelo proprietário da fazenda, que firmou Termo de Ajustamento de Conduta e pagou R$ 415.012,45 em verbas rescisórias, além de indenizações por danos morais.


