O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (25) que a extensão da subvenção ao óleo diesel não está descartada e pode ser adotada se o mercado demandar. A medida visa conter a alta dos preços provocada pelo conflito no Irã.
Em março, o governo zerou o PIS/Cofins do diesel e anunciou uma subvenção de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, custo dividido com os estados devido ao ICMS. Mais de 20 empresas aderiram ao programa.
Inicialmente planejada para dois meses, a subvenção pode ser estendida diante da continuidade da guerra no Irã, que pressiona o preço do petróleo. “Infelizmente a guerra ainda não acabou e o efeito negativo dela ainda está por vir”, disse o ministro durante evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve analisar um decreto que estabelece subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, com custo estimado em R$ 1,2 bilhão por mês, compensado pela alta arrecadação do petróleo.
Além disso, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve aprovar o aumento do percentual de etanol na gasolina para 32% até meados de junho, medida que, segundo o ministro, evitará a necessidade de importar gasolina.


