Mizael Bispo, condenado pelo homicídio da advogada Mércia Nakashima em 2010, lançou livro em que nega participação no crime e questiona investigação. O caso completou 16 anos no último sábado (23) na Grande São Paulo.
Mércia Nakashima desapareceu em 23 de maio de 2010 e teve o corpo encontrado em 11 de junho em uma represa no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ela foi atraída pelo ex-namorado, baleada e morreu afogada após o veículo ser lançado na represa. Mizael Bispo foi condenado em 2013 a mais de 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, pena que aumentou para mais de 22 anos em 2017. Desde 2023, cumpre pena em regime aberto.
O vigia apontado como cúmplice também foi condenado e está em liberdade desde 2022. O livro de Mizael, escrito durante a prisão e vendido digitalmente por R$ 16, apresenta sua versão dos fatos, com nomes alterados e críticas à investigação e ao Ministério Público. Ele sugere que outras pessoas não foram investigadas e reafirma sua inocência.
O delegado responsável pela investigação, hoje deputado estadual, chamou Mizael de mentiroso e afirmou que a pena seria maior se o crime fosse julgado hoje como feminicídio. O promotor do caso alertou que o condenado pode ser processado por calúnia e difamação em razão do conteúdo do livro.


