O movimento ‘clean beauty’ ganha espaço no Brasil, terceiro maior mercado mundial de cosméticos, ao incentivar uma relação mais consciente e crítica com produtos de beleza e seu impacto ambiental.
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos de beleza no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. O movimento ‘clean beauty’, ou beleza limpa, surge como contraponto ao consumo excessivo e acelerado da indústria cosmética, que oferece rotinas complexas e promessas instantâneas.
Segundo a jornalista especializada Marcela Rodrigues, o conceito vai além do skincare e propõe uma relação mais saudável, minimalista e autônoma com o cuidado pessoal. O movimento estimula a substituição gradual de produtos que contenham substâncias suspeitas, como sulfatos, parabenos, ftalatos e triclosan, que podem causar alergias ou interferir no sistema hormonal.
Fragrâncias são um desafio, pois podem ocultar ingredientes prejudiciais por segredo industrial. Ingredientes usados em protetores solares, como octocrileno e benzofenonas, enfrentam restrições em outros países, mas permanecem permitidos no Brasil.
A beleza limpa também questiona a pressão estética e o consumo constante como formas de autocuidado. A transição para produtos mais naturais deve ser gradual, iniciando por hidratantes corporais e desodorantes, valorizando o suor como função natural do corpo e priorizando a consciência na relação com a própria imagem.


