O papa Leão XIV criticou neste sábado (23) as empresas responsáveis pela poluição tóxica na Terra dos Fogos, região próxima a Nápoles, e cumprimentou famílias que perderam entes queridos por doenças ligadas ao despejo ilegal de resíduos.
A visita do papa ocorreu na véspera do 11º aniversário da encíclica Laudato Si, reforçando seu compromisso com a agenda ambiental iniciada pelo papa Francisco. Leão XIV afirmou que veio “recolher as lágrimas daqueles que perderam entes queridos” devido à poluição causada por organizações inescrupulosas que agiram com impunidade.
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos confirmou que a máfia Camorra causou aumento de câncer e outras doenças em 90 municípios da região, afetando 2,9 milhões de pessoas. O bispo Antonio Di Donna estimou que 150 jovens morreram em três décadas na cidade de Acerra, com 58 mil habitantes, e pediu ação contra a poluição contínua.
Famílias de vítimas, como a de Maria Venturato e Tina De Angelis, relataram perdas por câncer e pediram ajuda do papa para proteger futuras gerações. A visita também incluiu a entrega de um livro com memórias das vítimas ao pontífice.


