O papa Leão XIV pediu nesta segunda-feira (25) perdão pelo papel do Vaticano na autorização da escravidão de povos considerados “infiéis” durante a colonização europeia, segundo sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas.
Em sua encíclica, o pontífice classificou esse passado como uma “ferida na memória cristã” e admitiu que a Igreja falhou ao não condenar a escravidão por séculos. Esta é a primeira vez que um papa reconhece oficialmente a responsabilidade direta da Santa Sé nessas práticas.
Leão XIV relacionou a escravidão histórica a abusos modernos, como as condições precárias de trabalho na extração de minerais usados na fabricação de chips para inteligência artificial, alertando para riscos de colonialismo econômico na era digital.
O documento relembra a bula papal Dum Diversas, de 1452, que autorizou monarcas europeus a conquistar e escravizar povos não cristãos. O papa pediu perdão em nome da Igreja, destacando a dignidade humana infinita de todos.
Especialistas afirmam que o reconhecimento era esperado há décadas e representa um dos gestos mais fortes da Igreja sobre o tema da escravidão.


