O papa Leão XIV publicou nesta segunda-feira (25) a encíclica ‘Magnifica Humanitas’, que aborda o uso ético da inteligência artificial (IA) na guerra e destaca a necessidade de proteger a dignidade humana diante da rápida evolução tecnológica.
O pontífice afirmou que o controle da IA não deve ficar nas mãos de poucos e pediu que seu uso em conflitos esteja sujeito às mais rigorosas restrições éticas. Ele declarou que a teoria da guerra justa está ultrapassada e que a força militar só pode ser usada para legítima defesa estrita.
Leão XIV pediu desculpas pela legitimação da escravidão pela Igreja e ressaltou que o uso da força e das armas traz consequências desastrosas para civis, defendendo o diálogo, a diplomacia e o perdão como caminhos para a paz.
O papa comparou o risco da IA a uma nova ‘Torre de Babel’, alertando contra a concentração de poder e a desumanização, e defendeu que a tecnologia deve proteger empregos, estar sujeita a supervisão independente e a estruturas legais robustas.
Chris Olah, cofundador da empresa de IA Anthropic, apoiou o apelo do papa por maior responsabilização dos líderes da tecnologia. A encíclica também critica o transhumanismo e o pós-humanismo, defendendo a singularidade e dignidade da pessoa humana.


