O Congresso Nacional discute o fim da escala 6×1. A proposta, em tramitação na Câmara por meio da PEC 8/2025, prevê redução gradual da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial, com dois dias de descanso. O parecer do relator, Léo Prates, estabelece regras de transição de 14 meses, mas o texto ainda aguarda votação em comissão especial e em dois turnos na Câmara e no Senado.
Na escala 6×1, o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga um, com média de 7h20 diárias. Já na 5×2, são cinco dias de trabalho e dois de descanso, com média de 8h48 diárias. A proposta mantém o limite de oito horas por dia e proíbe redução salarial. Trabalhadores com renda superior a R$ 21 mil mensais ficariam de fora.
Estudos da OCDE mostram que países como Alemanha e Dinamarca combinam jornadas menores com alta produtividade. No Brasil, setores como comércio, restaurantes e saúde seriam mais impactados. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende cautela, alegando possíveis aumentos de custos. O governo apoia a discussão e cita benefícios à saúde e à produtividade.

