A Petrobras foi a segunda petroleira mais lucrativa do mundo no primeiro trimestre de 2026, com lucro líquido de US$ 6,2 bilhões, 3,3% superior ao mesmo período do ano anterior.
O resultado da Petrobras no 1º trimestre de 2026 ficou atrás apenas da Saudi Aramco, que registrou lucro líquido ajustado de US$ 33,6 bilhões, quase cinco vezes maior. A estatal brasileira teve lucro líquido de US$ 6,2 bilhões, alta de 3,3% em relação ao 1º trimestre de 2025, quando o lucro foi de US$ 6 bilhões.
Em moeda brasileira, o lucro da Petrobras caiu 7,2%, de R$ 35,2 bilhões para R$ 32,7 bilhões, devido à valorização do real frente ao dólar. A margem de lucro da empresa foi de 26,4% sobre a receita, a segunda maior entre as petroleiras analisadas, apesar de ter receita inferior a concorrentes como ExxonMobil e Shell.
O impacto da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro, ainda não foi totalmente refletido no balanço do 1º trimestre. A Petrobras informou que esse efeito deve aparecer mais nos resultados do 2º trimestre, pois parte das exportações estava em trânsito no fim de março e a política comercial incorpora cotações internacionais com defasagem.
O preço médio do petróleo Brent no 1º trimestre foi de US$ 80,60 por barril, pouco acima do ano anterior. A alta para níveis acima de US$ 100 ocorreu no final do período, limitando seu impacto nos resultados atuais. Caso os preços mais altos se mantenham, a Petrobras deve capturar maior efeito nos próximos trimestres, especialmente nas receitas de exportação.

