O PL prepara uma campanha nas redes sociais para responsabilizar o governo Lula e deputados da base petista caso a PEC da escala 4×3 seja rejeitada. O partido deve apresentar um destaque para votar a proposta original, que reduz a jornada para 36 horas semanais, mesmo sabendo que não há acordo para aprová-la.
A estratégia do PL é colocar o Planalto em uma sinuca de bico. O partido, assim como o governo, sabe que a proposta será modificada no Senado, o que atrasaria sua vigência para depois das eleições. Foram produzidos jingles, imagens com IA e um carômetro dos deputados contrários à mudança.
O texto de consenso, apresentado pelo deputado Leo Prates e costurado com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Lula, estabelece um teto de 40 horas semanais e escala 5×2. O governo não pode votar contra esse meio-termo.
Paralelamente, em maio, deputados do PL assinaram uma emenda à PEC que permite jornada de até 52 horas, se acordado com sindicatos, com transição de 10 anos. A medida contrasta com a defesa da redução para 36 horas.


