Dois pedreiros foram mortos a tiros por policiais militares na manhã desta quarta-feira (27) no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo (RJ). Os agentes envolvidos foram afastados das ruas e suas armas acauteladas para perícia, segundo a Polícia Militar.
De acordo com testemunhas, as vítimas — um homem de 41 anos e outro de 46 anos — estavam indo trabalhar como pedreiros quando foram atingidas. Elas afirmam que os homens eram inocentes e teriam sido confundidos com traficantes da região. Após as mortes, moradores protestaram às margens da BR-101, que corta o bairro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e liberou a pista. Um ônibus teve a chave retirada pelos manifestantes e ficou abandonado na via, sendo depois removido.
A Prefeitura de São Gonçalo informou que dez linhas de ônibus municipais foram suspensas, e postos de saúde e escolas tiveram atendimentos prejudicados. A Delegacia de Homicídios da Região Metropolitana (DHNSG) fez perícia no local e investiga o caso. Câmeras de segurança da rua podem ajudar os investigadores.
Em nota, o comando do 7º BPM (São Gonçalo) instaurou um procedimento apuratório para investigar as circunstâncias da ação, ocorrida durante uma ocupação na localidade. A PM lamentou as mortes e disse que preza pela transparência e colabora com a apuração. A corporação não informou se os policiais usavam câmeras nos uniformes.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj classificou como inadmissível a morte de trabalhadores por agentes do Estado e se colocou à disposição das famílias para cobrar responsabilização.


