A Polícia Civil de São Paulo investiga movimentações financeiras suspeitas ligadas à advogada e influenciadora Deolane Bezerra e parentes de líder do PCC. O esquema movimentou R$ 70 milhões entre 2018 e 2022, segundo relatório policial.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que Deolane Bezerra recebeu 742 transferências bancárias não identificadas que somam R$ 1 milhão e movimentou mais de R$ 13,6 milhões em suas contas pessoais entre 2018 e 2022. Contas de três empresas da influenciadora também movimentaram cerca de R$ 14,3 milhões no mesmo período.
Segundo a polícia, Deolane e parentes do chefe do PCC usavam os mesmos intermediários para dar aparência legal a recursos de origem ilícita. O total movimentado no esquema é estimado em R$ 70 milhões. Um repasse de R$ 636.418 de empresa de fachada para uma empresa de Deolane não tem justificativa contratual.
O delegado-geral de São Paulo, Artur Dian, afirmou que as movimentações financeiras indicam participação da influenciadora na organização criminosa, o que motivou sua prisão preventiva. Deolane nega envolvimento e afirma que foi presa por atuar como advogada.
Além da casa onde foi presa, avaliada em R$ 1,6 milhão, Deolane possui imóveis e carros de luxo compatíveis com as movimentações financeiras investigadas. Ela foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana para Tupi Paulista nesta sexta-feira (22).

