Uma terapeuta de 31 anos morreu sete dias após sofrer parada cardiorrespiratória durante procedimento de retirada de óvulos em clínica de reprodução humana na Zona Sul de São Paulo, em 17 de fevereiro. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e apura se houve erro médico.
Câmeras de segurança da clínica registraram o socorro à paciente, que foi levada desacordada para uma ambulância. O marido da vítima, que acompanhou o procedimento, suspeita que o anestesista demorou a perceber a parada cardíaca, causando cerca de 15 minutos sem oxigenação cerebral, o que teria provocado dano irreversível.
O anestesista afirmou em depoimento que seguiu todos os protocolos e que os equipamentos funcionavam corretamente. A médica responsável pelo procedimento disse que não houve intercorrências aparentes durante a coleta dos óvulos.
A Clínica Genics, onde ocorreu o procedimento, informou que atua há mais de 16 anos com reprodução assistida e que colabora integralmente com as autoridades. O laudo do Instituto Médico Legal, que deve apontar as causas da morte, ainda não foi concluído.
Segundo familiares, a paciente era saudável, praticava corrida e não apresentava comorbidades. A Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações seguem em andamento.


