O Tribunal do Júri de Sapucaia do Sul condenou um policial militar a 17 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por matar a mulher com um tiro na cabeça em maio de 2024. O julgamento ocorreu na sexta-feira (22) e foi presidido pela juíza Greice Moreira Pinz.
O crime ocorreu na residência do casal, no bairro Ipiranga, em Sapucaia do Sul. A vítima, professora de 46 anos, mantinha um relacionamento de mais de 20 anos com o réu, com quem teve dois filhos. O assassinato aconteceu após uma discussão, e o réu alegou que o disparo foi acidental.
O Ministério Público informou que recorrerá da pena, considerada desproporcional pelo promotor Charles Emil Machado Martins, que afirmou: “Vamos recorrer porque a pena é desproporcional à gravidade do fato. A própria sentença reconhece a gravidade absurda do ocorrido, portanto, entendo que a pena tem que ser aumentada”.
O Conselho de Sentença reconheceu qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e contexto de violência doméstica. A juíza destacou que o réu, policial militar experiente, usou sua arma e treinamento para matar a esposa com um disparo letal na cabeça, demonstrando brutalidade e desprezo pela vida.
A sentença também determinou o pagamento de R$ 160 mil a título de reparação de danos e a perda do cargo público, que valerá após o trânsito em julgado da condenação.


