A Praça XV, no Rio de Janeiro, foi o principal centro econômico e político do Brasil durante o século XIX, reunindo comerciantes, armadores e banqueiros que influenciaram diretamente as políticas públicas nacionais.
Antes da existência de Brasília e da Avenida Paulista como símbolo econômico, a Praça XV, no Rio de Janeiro, concentrava o comércio internacional brasileiro e a elite urbana formada por negociantes, armadores, importadores, banqueiros e empresários. A abertura dos portos por Dom João VI, em 1808, transformou a cidade, que passou a ser o principal porto do país.
A Associação Comercial do Rio de Janeiro, fundada oficialmente em 1867, teve papel fundamental na articulação dos interesses econômicos do país durante o fim do Império e a Primeira República. Sua diretoria reunia brasileiros, ingleses, portugueses, franceses, espanhóis, alemães e norte-americanos, refletindo a importância internacional do porto carioca.
Segundo a historiadora Nívea Silva Vieira, a Associação Comercial funcionava quase como um “partido dos negociantes”, influenciando decisões do Estado brasileiro sobre comércio, infraestrutura, tarifas alfandegárias, ferrovias, crédito e expansão urbana. Entre seus dirigentes esteve Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá.
Atualmente, o Centro do Rio passa por um renascimento cultural e imobiliário, com restauração de sobrados, abertura de novos bares e valorização da Praça XV e da Rua do Ouvidor, que volta a atrair moradores, turistas e rodas de samba.


