A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta terça-feira (19) projeto que reconhece Campo Largo (PR) como capital nacional da louça, destacando sua importância na produção nacional e geração de empregos.
O projeto de lei 2.896/2024, do deputado Paulo Litro (União-PR), recebeu parecer favorável do relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), e segue para votação no Plenário. Segundo o Sindicato de Louças do Paraná, Campo Largo responde por cerca de 75% da produção nacional destinada aos setores de hotelaria e gastronomia.
O polo industrial local gera aproximadamente 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos, movimenta mais de R$ 1,2 bilhão por ano e exporta para mais de 40 países. A cidade já é reconhecida pela legislação paranaense como Capital da Louça e Porcelana de Mesa e da Cerâmica do Paraná.
“A louça está intrinsecamente ligada à identidade social da cidade, evidenciada pela Feira da Louça, evento que em 2025 chegou à sua 32ª edição e atrai centenas de milhares de visitantes, e pela infraestrutura de apoio ao setor, como o Centro de Ciências e Tecnologias Cerâmicas (Cestec)”, disse a presidente da Comissão de Educação e Cultura, senadora Teresa Leitão (PT-PE), ao ler o relatório do senador Arns.
O setor tem origem na década de 1920, quando imigrantes italianos transformaram a cerâmica artesanal em uma indústria tradicional no município. O título nacional reforça a importância econômica e cultural do setor para Campo Largo e o Paraná.

