O Rioprevidência aplicou R$ 1,061 bilhão em fundos ligados ao Banco Master após alerta do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) sobre irregularidades e falta de critérios técnicos. A Polícia Federal investiga os investimentos, que tiveram perdas de até 90%.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitiu em 14 de maio de 2025 um alerta aos gestores do Rioprevidência, advertindo sobre a responsabilização pessoal caso continuassem os investimentos irregulares em fundos ligados ao Banco Master. Apesar disso, a autarquia aplicou R$ 1,061 bilhão após essa data, totalizando R$ 3 bilhões desde o início dos aportes.
Entre os fundos, o Texas I Fundo de Investimento em Ações recebeu R$ 150 milhões entre junho e julho de 2025 e acumulou prejuízo de 90% até dezembro, valendo R$ 15 milhões. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigava o fundo por suspeita de manipulação de mercado.
O fundo Arena, com investimentos em títulos de renda fixa, recebeu mais de R$ 1,1 bilhão, mas teve rentabilidade média de 4,05% entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, inferior ao CDI (9,31%) e à poupança (5,47%). Após o alerta do TCE-RJ, foram investidos R$ 560 milhões no Arena.
Outros fundos ligados ao Master, como Horizonte e Revolution, também receberam aportes após o alerta, sendo que o Revolution recebeu R$ 401 milhões. A Polícia Federal investiga possível alinhamento político entre o controlador do Banco Master e grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro.


