A síndrome do piriforme provoca dor profunda no glúteo que pode irradiar pela perna até o pé, afetando a mobilidade e qualidade de vida dos pacientes, segundo especialistas nesta quinta-feira (21).
A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, localizado profundamente na região glútea, inflama ou aumenta de volume, comprimindo o nervo ciático. Essa compressão gera uma dor intensa na região do glúteo que pode irradiar pela perna até o pé, acompanhada de sensação de queimação, peso, formigamento e perda de força muscular.
Entre os fatores que podem desencadear a síndrome estão traumas no quadril ou nas nádegas, longos períodos sentado, hipertrofia do músculo piriforme, comum em atletas, e alterações anatômicas. Os sintomas podem dificultar atividades simples como caminhar, subir escadas ou permanecer sentado por muito tempo.
O diagnóstico exige avaliação médica detalhada, com exames clínicos e, em alguns casos, exames de imagem para diferenciar a síndrome de outras condições que afetam o nervo ciático, especialmente a hérnia de disco.
O tratamento inclui repouso, uso de analgésicos simples, orientações posturais, fisioterapia, RPG e exercícios de alongamento para aliviar a compressão do nervo. Em casos mais resistentes, podem ser indicadas infiltrações com corticoides, enquanto a cirurgia é reservada para quadros graves com déficit neurológico progressivo.
O tempo de recuperação varia conforme a gravidade e resposta ao tratamento, geralmente entre quatro e seis semanas, podendo chegar a até 90 dias. Especialistas afirmam que a disciplina no tratamento e o cumprimento das orientações médicas são essenciais para evitar recaídas e garantir a recuperação dos movimentos e da qualidade de vida.


