A Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS) promoveu, nesta quarta-feira (27), em Porto Alegre, debate sobre o papel dos Planos Diretores na reconstrução urbana do estado após as enchentes de 2024. Autoridades e especialistas defenderam a integração de questões de mobilidade, meio ambiente e desenvolvimento social.
O presidente da SERGS, Leonardo Treiguer, afirmou que a revisão dos Planos Diretores deve considerar de forma integrada a mobilidade urbana, a construção, o meio ambiente e o desenvolvimento social. “Não é possível pensar essas ações separadamente”, disse.
A secretária-adjunta da Reconstrução Gaúcha, Ângela de Oliveira, defendeu que as diretrizes de resiliência climática e o zoneamento de risco sejam prioridades nos Planos Diretores. “Cada município tem características geográficas próprias e deve adotar soluções urbanísticas específicas”, afirmou.
O secretário do Meio Ambiente de Porto Alegre, Germano Bremm, explicou que a nova proposta de Plano Diretor da capital muda a lógica anterior, focada apenas em regras construtivas de lotes privados, para um planejamento que coloca o espaço público no centro. O consultor técnico do Sinduscon-RS, Antônio Carlos Zago, disse que o setor da construção já incorpora práticas sustentáveis e de resiliência climática.
O secretário estadual de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, apontou que as enchentes deixaram a lição de adaptar a infraestrutura às diferentes geografias do estado, como na Serra, onde a força das águas causou erosões, e nas várzeas, onde o nível dos rios isolou cidades. A vereadora Comandante Nádia defendeu diálogo entre Legislativo e Executivo no planejamento urbano.

