Com o prazo final do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) se aproximando, cresce o uso de inteligência artificial para tirar dúvidas fiscais, mas especialistas alertam para riscos de privacidade e erros.
Segundo levantamento da Fundação Itaú, 58% dos brasileiros já utilizaram inteligência artificial para pesquisar temas específicos. Nos Estados Unidos, o uso dessas ferramentas para declaração do imposto aumentou 136% em 2026 na comparação com 2025, conforme dados da Adobe.
Tonimar Dal Aba, gerente técnico da ManageEngine, divisão da Zoho Corporation, alerta que conversas com sistemas de IA podem não ser totalmente privadas, pois informações inseridas podem ser armazenadas e usadas para treinar algoritmos. Dados sensíveis, como documentos e detalhes patrimoniais, não devem ser compartilhados.
Além disso, a legislação tributária muda frequentemente, mas muitas ferramentas operam com bases defasadas, o que pode gerar respostas imprecisas ou incorretas, conhecidas como “alucinações” dos modelos de IA. Dal Aba recomenda usar a IA apenas como apoio para esclarecer termos técnicos e buscar informações, confirmando sempre as regras na Receita Federal.
O especialista também orienta que os contribuintes perguntem aos seus contadores sobre o uso da tecnologia e as medidas de proteção adotadas para garantir a segurança dos dados pessoais.


