O sistema de consórcios no Brasil alcançou 12,78 milhões de consorciados ativos em janeiro de 2026, um recorde histórico, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC). As vendas de cotas subiram 12,9%, totalizando 476,85 mil, e o volume de créditos comercializados chegou a R$ 4,315 bilhões, alta de 23,7% em relação a 2025.
O crescimento do consórcio reflete a busca por alternativas ao crédito tradicional, diante dos juros elevados e da escassez de crédito imobiliário, conforme avalia André Sbardelotto, diretor executivo da Foco Investimentos. Ele destaca que o consórcio tem se consolidado como ferramenta de investimento, oferecendo rentabilidade superior à média do mercado e diversificação.
Segundo projeções da ABAC, o setor deve crescer até 11% em 2026, podendo igualar ou superar o desempenho de 2025. O consórcio não cobra juros, apenas taxa administrativa, e é isento de IOF, o que reduz custos para os participantes. O modelo permite que os próprios consorciados financiem os grupos, tornando o crédito mais barato.
Sbardelotto ressalta que o consórcio é acessível, pois não exige grande capital inicial, apenas o pagamento mensal das parcelas, que podem ser ajustadas conforme a realidade do investidor. O segmento atrai tanto consumidores quanto investidores que buscam segurança e rentabilidade.


