Uma advogada criminalista foi morta a tiros em Governador Valadares, em Minas Gerais, na tarde de terça-feira (16). O ex-marido é apontado como autor do crime e morreu em seguida. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio.
A profissional, que atuava na defesa dos direitos das mulheres, havia obtido três medidas protetivas contra o ex-companheiro. Dias antes do assassinato, ela denunciou novos descumprimentos dessas medidas. O Ministério Público protocolou um novo pedido de prisão preventiva poucas horas antes do ocorrido.
Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu em um estacionamento no Centro da cidade. Testemunhas relataram que a vítima foi surpreendida pelo ex-marido ao buscar seu veículo. O homem efetuou os disparos e, posteriormente, tirou a própria vida. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação.
O histórico entre o casal indicava violência doméstica. Em boletim de ocorrência registrado dois dias antes, a advogada relatou perseguições do ex-marido em locais públicos. Além dos pedidos de prisão, o Ministério Público solicitou monitoramento eletrônico e encaminhamento do agressor para grupos reflexivos.

