O advogado Fábio Pagnozzi, defensor de uma ex-deputada, declarou nesta sexta-feira (12) que aguardará as eleições para tentar reverter a condenação de sua cliente. Pagnozzi afirmou que fará uma revisão criminal, mas considera que o governo atual não atuará contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal.
Pagnozzi explicou que, embora possa realizar uma revisão criminal no Brasil, ele acredita que o governo vigente não contestará a decisão do ministro. Ele planeja usar um próximo governo para tentar reverter o caso ou garantir um novo julgamento em turma diferente, onde o juiz não seja a pessoa ofendida.
O defensor contestou a conduta do ministro do STF, dizendo que a parcialidade foi descabida. Ele classificou o processo como, no máximo, difamação, e não como um prejuízo ao Estado Democrático de Direito ou ao governo brasileiro.
Sobre o processo de extradição, referente ao episódio de 2022 em São Paulo, Pagnozzi informou que o julgamento ocorrerá em 1º de julho. Ele defendeu que o uso da arma foi uma reação de defesa, visto que a cliente possuía porte de arma e foi agredida por seis homens.
O advogado concluiu que há argumentos internacionais para o caso. Ele mencionou que países como Itália e Espanha já apontam perseguição política no Brasil, o que servirá como argumento no próximo ano.

