Três escritórios de advocacia de Brasília disputam a defesa de um ex-banqueiro investigado no caso Master, após a segunda proposta de delação premiada dele ser rejeitada. Dois deles já apresentaram propostas, segundo apuração da imprensa. O investigado segue preso em sala especial da PF.
Os escritórios negociam com advogados próximos ao ex-banqueiro. Dois deles são conhecidos por atuação no STF e por terem fechado a delação de um tenente-coronel no processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. Um terceiro criminalista especializado em delações não seguiu com as tratativas.
Caso se concretize, será a quarta troca de banca de defesa do investigado, que busca apresentar uma terceira proposta de delação. Interlocutores avaliam que a mudança também considera a possibilidade de rejeição e foco na defesa com a Procuradoria-Geral da República.
O atual advogado do ex-banqueiro afirmou não estar ciente da procura por novos defensores e disse manter o trabalho normalmente. O ministro relator do caso, André Mendonça, deve definir a transferência do investigado para outro local ainda nesta semana, conforme solicitação da Polícia Federal.

