O advogado-geral da União, Jorge Messias, não respondeu diretamente a questionamentos sobre os presos dos atos de 8 de janeiro durante a 34ª Marcha para Jesus, realizada em São Paulo nesta quinta-feira, 4. Messias defendeu a necessidade de equilíbrio, afirmando que “justiça sem misericórdia é tirania, e misericórdia sem justiça é complacência”.
Messias representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento, que foi a quarta edição da Marcha para Jesus. O presidente não compareceu à cerimônia, sendo esta uma das primeiras aparições públicas do AGU após um revés em sua tentativa de ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em outro momento da entrevista, Messias declarou que “o homem faz planos, mas o plano de Deus surpreende e é perfeito”. O ministro André Mendonça, que também participou, afirmou que o dia era dedicado a “louvar a Deus” e defendeu a liberdade de imprensa como pilar de uma sociedade democrática.
A ausência do presidente Lula no encontro reflete a distância entre o petista e o grupo evangélico, que representa mais de 25% da população brasileira. Pesquisas recentes indicam consolidação da rejeição ao atual presidente neste nicho, com o senador Flávio Bolsonaro aparecendo com 66,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, segundo levantamento do instituto Meio/Ideia.


